22/02/2016 19:09:13
Ministra Cármen Lúcia critica morosidade de justiça e aponta previsibilidade da tragédia em Bento Rodrigues
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A vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia Antunes, responsável pela palestra magna de encerramento do I Seminário Internacional de Direito Ambiental e Minerário – realizado de 18 a 20 de fevereiro pela OAB/MG em Mariana – disse que o desastre “era muito possível de que viesse a acontecer”. A ministra também destacou a grande quantidade de processos na justiça brasileira: um para cada dois brasileiros.

Segundo Cármen Lúcia, “ao Supremo cabe garantir, em caso de conflito, que seja restaurada a ideia de justiça. Temos 16 mil juízes em exercício e quase 100 milhões de processos. É impossível não ter demora na resposta dos julgamentos”.

Sobre o objetivo do seminário, a ministra ressaltou que “não estamos procurando culpa, estamos procurando responsabilidade”. A vice-presidente ressaltou o bom relacionamento que possui com a Ordem mineira, por meio do presidente, Antônio Fabrício Gonçalves, e da vice-presidente, Helena Delamonica, que a convidou para o evento.

O presidente da OAB/MG, Antônio Fabrício Gonçalves, precedeu a palestra magna da ministra e disse que o Supremo Tribunal Federal está mais próximo do dia a dia do cidadão. Segundo ele, “a ministra Cármen Lúcia faz parte dessa geração de ministros que ajudou a aproximar a Corte da população brasileira”.

Também palestraram no encerramento do ciclo de debates, o juiz da 7ª Vara Federal Tribunal Regional Federal - Seção Judiciária de Minas Gerais, André Prado de Vasconcelos e o repórter da Rede Globo Minas, Ismar Madeira. De acordo com o jornalista, o grande desafio do jornalismo – no caso da cobertura da tragédia em Bento Rodrigues – é encontrar a novidade: como e porque a barragem se rompeu. 


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